Nagô, traçar o caminho de volta é uma volta a África. Primeiramente um retorno ao interior de mim mesma, a
necessidade reconexão com minha ancestralidade. Nas obras eu relembro parte da minha infância e da infância
de muitas crianças cabo verdeanas que tem cabelo crespo. As tranças marcaram minha vida, um ritual semanal,
que me acompanhou até os doze anos. No início da puberdade a pressão estética, veio umruptura através do alisamento.
Depois de chegar no Brasil, em 2013, com um corte quimico que sofri, recomecei uma nova jornada,
de conhecer meu cabelo e resignificar a ideia e imagem que eu tinha do meu cabelo crespo.’’- Evy Amado